harem and reveries
Here my soul grows 'til it smashes above the scene, the balcony.
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Soneto do coração pútrido

Repouso, sobre o charco úmido e fofo
O meu macilento e nefando Amor;
Que de seu viço antigo o verde mofo
Nasça… bem como o musgo e o bolor…

Nutri, ó bactérias, que já foi novo
Este meu flechado às dúzias Amor;
Tantas setas o deixaram amorfo…
Mas fora belo! esteja como for…

E peço que nada mais se alimente
Do extirpado coração virulento;
Que nenhuma besta faminta o tente…

Pois está roto o músculo purulento,
E rego-o com meu pranto, tão somente
Para salgar-vos o podre alimento…

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Amor perpétuo

Amei-te, violentamente, e insano
Venerei-te, com fervor infernal,
Vivi — e morrerei— de meu arcano.
Pousando meu amor num pedestal;

Mas… nunca bebi do filtro abençoado
Que as fontes no ádito do amor havia;
Antes tendo padecido, que amado…
Nunca fruí de qualquer alegria.

Devoto e dependente, em redenção:
Permaneço no santuário, em paz…
Pois não há vida, sem esta bênção,
E eu posso haver ensandecido, mas…

… Nosso amor rasgará o véu dos anos
Penetrando ileso a perpetuidade
Embora eu jaza imóvel por seus danos.
Ele é tão vivo agora como à mocidade.