May 2013
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A culpa
Eu só me sinto culpado E a culpa se me é simples… Não doura os dias, as noites… Tem olhos sempre cerrados. E a culpa se me é doce Porque culpo e me redimo. E o remorso com seu limo Lubrificará a foice. Ah, minha alma sinto pura! Com o sangue derramado! E o cadáver ao meu lado É um morto prematuro! Jovem que nunca anseou Jovem que da sua vida Tão cedo a achou inválida Um jovem que só...
harem and reveries: Perdição e remorso →
youthsdreams:
Desculpas! se em meio a este torvelinho Eu ceguei minha moral e valores, E agora apenas quando estou sozinho Vejo com na minha face rubores Que tudo que fiz tornou-se um espinho, Cuja culpa extrai da vida os sabores, Cuja lembrança engendra remoinhos De desesperança, fúrias e dores! E eu, nesta…
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Vulnerabilidade
Quem mais ia me fazer Todos os doces e bolos? Quem, mesmo sem perceber, A mim daria consolo?
Ah… não mais sentir temor Pois você me faz seguro, Não mais chorar de pavor Vendo fantasmas no escuro…
Que o seu perfume e calor, Cheiro de cloro com rosas, Me acalante com furor, Nas noites silenciosas…
E mesmo que longe esteja, E eu não seja criança, Só com você há certeza De que...
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Delírio e embriaguez dum rapaz
- Que horas são? perguntei placidamente, consciente de que meu cenho delatava a embriaguez. Não houve resposta de qualquer maneira. Por onde anda Gustavo? Por que eu o trouxe para este lugar horrível? - Que horas são? e ninguém soube me responder. Atravessei o ambiente fumarento, ziguezagueando entre uma turba suada e arfante. Cheguei enfim à saída e inspirei fortemente a aragem gélida....
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Epifania pecaminosa
” – A partir do momento em que você descobre que submeter seu corpo a um certo tipo de situação – episcopalmente condenável e ignominiosa – é completamente inócuo e inofensivo, você fica maravilhado…”
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CRETINA INSENSÍVEL E DESGRAÇADA! PELO TEU ENCANTO FALSO A MINHA ALMA DIABOLICAMENTE APALERMADA RISTE, CUSPISTE-MA, PISASTE-MA! E AGORA COM TEU BRIO INABALÁVEL GRANDE CO’A IMAGEM PREOCUPAÇÃO REJEITASTE O POETA MISERÁVEL QUE NA HISTÉRICA DIGITAÇÃO BUSCA INSANA POR PRECIOSAS RIMAS DESPERDIÇOU HORAS, PERDEU OS DIAS NA ELABORAÇÃO DA TUA OBRA-PRIMA! AH, MALDITA! ENQUANTO TE DIVERTIAS NOS DOUTRO HOMEM...
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Perdição
Da cerrada madrugada, na sombra, Envolto nos seus lençóis maviosos, Um garoto nos quinze anos viçosos Sonhava co’a largada mão n’alfombra. De chofre, ouviu o nubívago raio Da janela, cujo vento lhe hirtou O corpo, que de susto levantou, Às frias gotas da chuva de Maio. Depois de ter o susto transcendido Sua cândida alma de rês cordeiro, Voltou-se num veloz vulto rasteiro...
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Ruptura
Afastávamo-nos lentamente Indo por caminhos diferentes Até chegarmos ao precipício, E notarmos que, desde do início Da distraída e feliz jornada, Entre nós não nos restara nada. Que não restou passado nenhum, O qual fosse, a nós dois, comum. E, enquanto você dá meia-volta, Eu permaneço, o idiota, Voltado ao penhasco escuro, Vazio de esperanças no futuro. Apenas co’a ideia obscura, Que nascia...